sábado, 5 de junho de 2010

Sentimento sem nome:


Não sei se isso acontece somente comigo. Você sai, vai pra uma balada, digamos. Por fim você pode dançar a noite toda, rir com seus amigos, pode beber vodká, pode beber um cosmopolitan, e até mesmo uma cerveja geladinha, ou no caso uma água, afinal você precisa se hidratar não é mesmo? Em algumas vezes pega aquele gatinho, ou aquela gostosa da balada, sorte né? Talvez. Dá 3 horas, 4 horas, e você vê a pista de dança esvaziando. Sua música preferida já tocou a algumas horas e você já está cansado, querendo só sua cama. Por fim você vai embora, e o que fica é aquele vazio. É este vazio, deste vazio que eu falo. E é este vazio que procuro preencher.


"Por muito tempo achei que ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém rouba mais de mim."
Carlos Drummond de Andrade

Nenhum comentário:

Postar um comentário

CONJUGE.