Essa é a história de uma menina chamada Alice que passava as tardes com a sua irmã no bosque e em uma destas tardes algo inusitado acontece. Alice persegue um coelho de colete e relógio, e então cai num buraco que a transporta para um lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas, revelando uma lógica do absurdo, característica dos sonhos.
Queria muito poder encontrar um coelho branco com colete e um relógio. É. Seria uma coisa absurda não é? Afinal coelhos (até onde eu sei) não usam relógios, nem muito menos roupas! E afinal, se existisse um simples coelho tão pitoresco assim, veremos para onde ele vai, não é? Aposto que esse lugar seria cheio de coisas engraçadas, boas de se ver. Iria perseguí-lo, de fato. E encontraria um lugar maravilhoso. Um lugar onde eu poderia escapar de todos meus problemas. Um lugar que foi criado por mim mesmo, do jeito que eu sempre imaginei, que construi em meu subconsciente. Um lugar onde eu seria feliz e que tomaria chá todos os dias comemorando meus desaniversários. Poderia assistir um grupo de rosas cantoras. Crescer. Diminuir. Crescer. Diminuir quando bem quisesse, só bastaria beber um liquido num frasco ou comer um pedaço de bolo.
Mas como não sou nenhuma Alice, e não segui nenhum coelho branco e muito menos cai em um buraco que me leva para Wonderland, a realidade é outra história. Onde procuro aprender com cada situação que enfrento e não esconder num buraco. Sei que tudo se ajeita com o tempo e espero que tudo volte como era antes. Afinal, fugir de nossos problemas e receber conselhos de uma lagarta é somente nos contos de Lewis Carroll.
“I - I'll get by
I - I'll survive
When the world's crashing down
When I fall and hit the ground
I will turn myself around
Don't you try to stop me
I - I won't cry”
(Avril Lavigne – Alice)
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